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Quinta-feira, 02/07/2026

Estufa do Carvi é reinaugurada como DoCa e passa a fortalecer aprendizagem na EMTI Universitário

Espaço passou por melhorias e contribuirá para a formação cidadã dos alunos do educandário municipal

01/07/2026
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A integração entre a UCS Bento e a Prefeitura de Bento Gonçalves oportunizou a entrega de um revitalizado espaço de aprendizado, com a reinauguração da DoCa – Estufa do Campus, no Campus Universitário da Região dos Vinhedos (Carvi), realizada na tarde de 1º de julho. O espaço está sendo dedicado às atividades de horticultura e educação ambiental desenvolvidas pelos estudantes da Escola Municipal de Tempo Integral Universitário, sediada no campus, em conformidade com o Termo de Fomento nº 11/2022.

Criada em 2008 também por meio de um convênio entre prefeitura e Carvi, a estufa passou a integrar o projeto Horto Florestal de Bento Gonçalves. A ideia era produzir mudas de árvores a partir de sementes coletadas no horto, com a identificação das espécies organizadas pelos acadêmicos do curso de Ciências Biológicas. Descontinuado em meados de 2012, o projeto retoma, agora, como espaço de aprendizagem em horticultura. Para devolver a funcionalidade à estufa, foram realizadas substituição da lona de cobertura, reorganização dos canteiros, serviços com retroescavadeira e adequações estruturais. "Os próprios estudantes participaram da definição do novo leiaute do espaço, contribuindo para a construção de um ambiente pensado também sob a perspectiva de quem fará dele um laboratório permanente de aprendizagem", diz o sub-reitor da instituição, Fabiano Larentis.

Além de ensinar técnicas de horticultura, a DoCa será um espaço de desenvolvimento de competências ligadas à cidadania e à responsabilidade ambiental. Conforme explica o diretor da Escola Municipal de Tempo Integral Universitário", Igor Nichetti dos Santos, a atividade desenvolvida na estufa vai muito além do cultivo de alimentos. "O trabalho na estufa ensina desde os princípios da horticultura, como o preparo da terra, o plantio, os cuidados com as plantas e a colheita, mas também ensina sobre a passagem do tempo, o respeito aos ciclos da natureza e aos processos naturais. É uma experiência interdisciplinar que contribui para a formação dos estudantes e para a vida", comenta. Durante 2026, as turmas de oitavo e nono ano participaram do processo de recuperação e organização do espaço, preparando a estrutura para os próximos projetos. A proposta é que, futuramente, os estudantes do sexto ano adotem canteiros e acompanhem seu desenvolvimento ao longo dos quatro anos em que permanecerem na escola, fortalecendo a compreensão sobre processos de longo prazo. A produção da estufa terá como principal finalidade a aprendizagem. Hortaliças, ervas e plantas medicinais cultivadas pelos estudantes serão utilizadas em atividades da própria escola, especialmente na preparação de chás e temperos, além de parte da produção ser compartilhada com os alunos responsáveis pelo cultivo, permitindo que acompanhem todo o ciclo do alimento, do plantio ao consumo.


Para Igor, esse contato direto com a terra é especialmente significativo em uma escola de tempo integral. "O estudo vai além dos conteúdos trabalhados em sala de aula. Busca-se uma formação verdadeiramente integral, baseada em diferentes experiências, e o trabalho com a horta é uma delas. Também é uma oportunidade única para muitos estudantes que vivem em áreas urbanas e que, fora da escola, talvez nunca tivessem contato com o cultivo de alimentos. Eles passam a compreender, na prática, todo o caminho que o alimento percorre até chegar ao prato, desenvolvendo uma nova percepção sobre alimentação, natureza e sustentabilidade", observa.

Segundo a professora Nívia Tumelero, coordenadora técnica das atividades do Termo de Fomento, a revitalização vai além da recuperação de uma estrutura física, transformando uma área antes pouco utilizada em um local vivo e produtivo. "A estufa passa a ser um laboratório a céu aberto, um ambiente de aprendizagem prática, integração com a natureza e desenvolvimento de valores essenciais para a formação cidadã, além de permitir que os estudantes compreendam, na vivência cotidiana, conteúdos relacionados às ciências, ao meio ambiente, à alimentação saudável e à sustentabilidade", diz Nívia. Ela também destaca o fortalecimento da parceria entre a universidade e a rede municipal de ensino. "Outro aspecto relevante é a aproximação entre universidade e escola, promovendo troca de conhecimentos e experiências entre diferentes níveis de ensino. Essa integração fortalece o papel social da universidade e amplia as oportunidades de aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental, despertando curiosidade, protagonismo e interesse pela ciência e pela educação ambiental."

A secretária municipal de Educação, Andreza Peruzzo, corrobora dessa visão. Para ela, o novo espaço amplia as possibilidades pedagógicas e contribui para uma formação que ultrapassa os limites da sala de aula. "A estufa simboliza um ambiente de aprendizagem, onde nossos estudantes têm a oportunidade de realizar o cultivo de hortaliças e plantas medicinais usadas na alimentação na própria escola, compreendendo na prática a importância da sustentabilidade, da alimentação saudável e do cuidado com o meio ambiente. Projetos como este fortalecem o protagonismo dos alunos. Temos a certeza de que esta estufa é um espaço de conhecimento, crescimento e transformação para toda a comunidade escolar", avalia.

O nome DoCa presta homenagem a duas pessoas que marcaram a história do espaço: Dorval Brandelli, idealizador do projeto, e Carlos Roberto Anghinoni, reconhecido pela dedicação à estrutura do campus. “Essa estrutura é um verdadeiro presente que está no campus e vai produzir muitos frutos, especialmente junto às crianças, que simbolizam nosso compromisso com o futuro. Estamos delegando algo feito com muito bom grado, para que seja melhorado cada vez mais”, disse Brandelli. “É um trabalho que resulta do esforço de muitos parceiros e muito nos orgulha”, completou Anghinoni.