
O primeiro caso envolve uma criança de 8 anos, inicialmente investigada com suspeita de meningite bacteriana. Conforme a Secretaria da Saúde, os exames descartaram infecção por Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e Haemophilus influenzae.
Embora a meningite não tenha sido descartada, os exames disponíveis não identificaram o agente causador. Por isso, o caso deverá ser encerrado como meningite bacteriana não especificada. Diante dos resultados, não há indicação de profilaxia para contatos, já que foram descartados os principais agentes bacterianos que exigem medidas específicas de saúde pública.
O segundo caso envolve uma criança de 11 meses, atendida na UPA 24h e, depois, encaminhada para atendimento hospitalar. A situação permanece em investigação por suspeita clínica de meningococcemia, sem confirmação diagnóstica até o momento.
Como medida preventiva, a Vigilância Epidemiológica entrou em contato com familiares da criança e com a escola para identificar contatos próximos. Segundo a Secretaria da Saúde, o nome da instituição não será divulgado, com o objetivo de preservar a criança.
A equipe da Vigilância Epidemiológica organiza a relação nominal dos contatos próximos e avalia, em conjunto com técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), a necessidade de quimioprofilaxia preventiva.
A decisão levará em conta a evolução da investigação e os resultados clínicos e laboratoriais disponíveis. Segundo a Secretaria da Saúde, as medidas seguem os protocolos vigentes para esse tipo de situação.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que, até o momento, não há recomendação para fechamento de escolas, afastamento de alunos ou adoção de medidas coletivas extraordinárias em Bento Gonçalves.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, novas atualizações serão repassadas quando houver resultado laboratorial ou definição das condutas pelas equipes técnicas responsáveis pela investigação.